Certificações ambientais no agronegócio: O que muda com novas regras de carbono?

Lolita Kharlamova
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Certificações ambientais no agronegócio ganham novo peso com regras de carbono mais rígidas, destaca Aldo Vendramin.

Aldo Vendramin, empresário e fundador, apresenta que as certificações ambientais no agronegócio tornaram-se determinantes para acessar mercados internacionais, captar investimentos e atender às novas exigências de compradores e consumidores. As atualizações nas regras relacionadas ao carbono modificam a forma como propriedades rurais se estruturam, documentam e comprovam suas práticas. O que antes era percebido como diferencial competitivo agora se tornou pré-requisito para continuar no jogo global.

A expansão de políticas climáticas, acordos multilaterais e programas de transição energética reforça a responsabilidade do setor produtivo em medir, reportar e reduzir emissões de gases de efeito estufa. Mais do que uma pauta ambiental, trata-se de uma questão econômica. O mercado de crédito de carbono, a rastreabilidade e a comprovação de boas práticas definem preços, contratos e reputação.

Mas o que muda com esse investimento e ganho com as novas regras de carbono? Venha compreender isso e muito mais no artigo a seguir!

Carbono como moeda: o que muda na lógica do agronegócio?

As novas regras de carbono transformam o carbono em ativo. Sistemas de certificação passam a quantificar resultados ambientais e atribuir valor a práticas agrícolas que regeneram solo, capturam CO₂ ou reduzem emissões. Conforme explica Aldo Vendramin, propriedades que adotam manejo regenerativo, rotação de culturas, integração lavoura–pecuária–floresta e redução de uso de combustíveis fósseis ampliam sua competitividade.

Aldo Vendramin comenta que certificações ambientais impulsionam acesso a mercados e melhoram reputação sustentável.
Aldo Vendramin comenta que certificações ambientais impulsionam acesso a mercados e melhoram reputação sustentável.

Essa precificação do carbono conecta sustentabilidade a retorno financeiro. Programas de certificação avaliam indicadores como emissão direta e indireta, manutenção de APPs, integridade de nascentes e impacto de defensivos. Não basta afirmar que a produção é sustentável: é preciso comprovar.

Ao mesmo tempo, compradores globais precisam apresentar seus próprios relatórios de impacto ambiental. Grandes indústrias de alimentos, proteínas, grãos e bioenergia exigem comprovação documental de seus fornecedores. O produtor que se antecipa fortalece sua relação com o mercado.

Certificações ambientais: do discurso à auditoria

As certificações ambientais evoluíram de simples selos para metodologias complexas, que envolvem auditorias, métricas e verificações independentes. A rastreabilidade se torna fio condutor, e Aldo Vendramin apresenta que propriedades que registram uso de insumos, manejo de solo, volume de água e destino de resíduos fortalecem sua documentação e reduzem questionamentos.

As certificações variam conforme o segmento. Há programas focados em carbono, outros em biodiversidade, saúde do solo e bem-estar animal. No entanto, todos convergem para critérios de transparência, redução de impacto e melhoria contínua. Cada etapa de produção, do preparo do solo à pós-colheita, passa a ser analisada.

Essa formalização exige organização interna, o uso de cadernos de campo digitais, sensores, drones e plataformas de gestão contribuem para gerar evidências e monitorar processos. Este uso da tecnologia deixa de ser opcional e passa a ser instrumento.

O impacto comercial: mercados, preços e reputação

Certificações ambientais não são apenas exigência técnica, mas fator comercial. Países da União Europeia e da América do Norte tratam emissões e preservação ambiental como critérios de comércio. Produtos sem comprovação podem enfrentar barreiras tarifárias e restrições de entrada.

Assim como destaca o senhor Aldo Vendramin, os consumidores também pressionam por transparência. A percepção de marca está diretamente ligada à responsabilidade ambiental. Supermercados, restaurantes e distribuidores respondem a essa demanda porque ela impacta vendas.

A rastreabilidade também influencia o financiamento rural. Bancos e fundos de investimento direcionam recursos para projetos que atendem critérios ambientais, sociais e de governança. Inovação verde e redução de carbono se tornam argumento para crédito com taxas diferenciadas.

O produtor rural diante das novas regras

Para o produtor, as certificações exigem três pilares: gestão, adaptação e registro. Implementar práticas sem documentação não gera valor certificado. Conforme frisa Aldo Vendramin, o produtor precisa compreender que sustentabilidade é processo e não evento.

A revisão de rotinas se torna parte desse cenário. Descarte correto, capacitação da equipe, manutenção de máquinas e acompanhamento de áreas de preservação ganham protagonismo. O diálogo com consultorias, cooperativas e associações acelera o processo de adequação.

Há também necessidade de comunicação, informa o senhor Aldo Vendramin, Explicar a lógica das certificações para funcionários, parceiros comerciais e investidores reduz ruídos e fortalece cooperação. Sustentabilidade exige engajamento.

Desafios e oportunidades até 2026

As novas regras trazem desafios reais: custo, tempo, auditoria e adaptação. Mas também abrem portas. Propriedades certificadas tendem a integrar cadeias mais estáveis, ampliar acesso a mercados premium e atrair investidores.

@aldovendramin

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Aldo Vendramin considera que o caminho para o futuro do agronegócio passa pela comprovação e pela eficiência. Tecnologias de mapeamento, agricultura de precisão, gestão hídrica e monitoramento climático convergem com as exigências de carbono.

Até 2026, a tendência é que as certificações deixem de ser diferenciais e passem a ser exigências básicas. O agronegócio brasileiro tem potencial para liderar mercados sustentáveis quando une produtividade e responsabilidade ambiental.

Certificação como estratégia e não formalidade

Certificações ambientais no agronegócio representam muito mais do que um selo. São instrumento de acesso a mercados, critério de negociação e medida de reputação. O carbono reconfigura a lógica de produção e conecta sustentabilidade ao retorno financeiro.

Conforme resume o empresário Aldo Vendramin, o produtor que entender as regras, formalizar rotinas e investir em práticas regenerativas estará preparado para o futuro. A agricultura que cresce com responsabilidade constrói permanência. As certificações refletem essa maturidade e posicionam o Brasil como protagonista no cenário global.

Autor: Lolita Kharlamova

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